Sunday, May 16, 2010

Ponte da Ribeira de Carenque

A ponta seiscentista atravessa a ribeira de Carenque que divide a cidade de Queluz da cidade da Amadora. Esta ponte situa-se na antiga estrada Lisboa-Sintra e ostenta um marco onde se pode ler a seguinte transcrição:

ESTA PONTE
MODOV FA
ZER O SENA
DO DE LISBOA
A CVSTA DO
REAL DO PO
VO E 1631.

Quinta das Flores

A Quinta das Flores é hoje um parque com a dimensão de 6 hectares. Chamava-se Quinta do Spínola e ainda se podem observar estruturas com predomínio para os embrechados que os ornavam.

No local encontra-se um court de ténis, um parque infantil, uma piscina descoberta (sem utilização) e uma mata de sobreiros.

Wednesday, May 5, 2010

Chafariz da Carranca

Fonte da Carranca

O chafariz da Carranca fica ao lado do Palácio de Queluz e é também conhecido por Fonte da Pedra Lavrada. Segundo o livro "Cidade de Queluz" «a sua materialização plástica» revela um «certo barroquismo tardio.»

O chafariz «é constituído por tanque de pedra curvílineo e com os topos ovóides. Ao centro impõe-se predela, da qual sobressaem dois pilaretes de volutas abertas, onde predomina decoração vegetalista, coroados por bolas e enquadrando concheado no intervalo. Ainda na predela evidencia-se círculo onde se inscreve, em densa folhagem, carraca sobressaliente de onde se vaza água no estanco.

Fonte da Carranca, nos inícios do século XX

Monday, May 3, 2010

Palacete Pombal

O Palacete Pombal é classificado como Imóvel de Interesse Público desde 30 de Novembro de 1933. Trata-se de uma obra neoclássica do arquitecto José da Costa e Silva.

José Augusto-França escreveu no livro "A Arte em Portugal no Século XIX" que «Em Queluz, sim: o palacete do 2º marquês de Pombal, que não perdera as boas graças da nova Corte e em face do novo palácio da rainha fez edificar, depois de 95, uma pequena casa irritada do Petit Trianon de Gabriel - mas na qual se colara, muito à portuguesa, um enorme portal armoriado que devora a fachada e é encimado por duas ridículas estátuas reclinadas de Fracisco Leal Garcia... Este palacete de estilo impuro, caricatural como é, pode servir de objecto de meditação sobre as agruras do gosto particular português, quando ele desejou sair do beco que a tradição definia, tão pombalinamente ainda. Se o edifício foi traçado por Costa e Silva, que já então dera boas provas, uma subordinação infeliz ao espírito de encomenda, alheio à sua formação "moderna"»

Thursday, October 29, 2009

A cidade fica mais pobre se nada for feito em defesa do Patimónio que resta

Por: Susete Evaristo

Este blogue em boa hora criado pelo "Cidadania de Queluz" tinha e tem como objectivo dar a conhecer os locais de interessa de Massamá, Monte Abraão, Queluz, Idanha, Campinas, Massamá Norte, Queluz-de-Baixo, Tercena e Belas.
Infelizmente esta semana perdeu-se por íncuria, uma casa que poderia ter sido um polo cultural nesta cidade mas, a insensibilidade cultural, ou apenas porque o entendimento de que quanto menos cultos são os povos mais fáceis são de manipular, está a grassar nesta cidade que um dia foi a residência de muitos nomes ilustres da vida cultural portuguesa, com a conivência dos mais altos reponsáveis autárquicos.
A exemplo do que esta semana aconteceu com a casa de Stuart Carvalhais, a exemplo do que aconteceu com o antigo Cine-Teatro Queluz e outros edificios que ao longo do tempo foram dando lugar a edifícios descaracterizados e lembro por exemplo o chalet da famila do Conde Almeida Araújo, ou da família Capucho, esta na Rua Dr. Manuel de Arriaga, tona-se urgente defender o património que ainda existe, para conhecimento dos mais novos e dos que nos irão suceder. Dou aqui alguns exemplos do que ainda podemos defender: O edifício do 1º Posto dos Bombeiros; O caracteristico Bairro Chinelo (bairro que foi dos trabalhadores de construção do Palácio de Queluz) ; as instalações do Tanque Comunitário onde presentemente está a Sede ao Grupo Coral de Queluz; O conjunto arquitectónico ao cimo da Rua Luis Simões;






Os fontanários: Rua Bica da Costa em Queluz; Chafariz D. Carlos I; Chafariz da Rua João Pina Gouveia em Monte Abraão; Chafariz de Massamá; Fonte da Carranca; Fonte da Pedra em Masamá; Chafariz do Pendão; Chafariz das duas bicas; e aindas as pontes do Catita;
Ponte Pedrinha; Ponte da Quinta Nova; Ponte da Matinha e tantos outros locais de interesse do patrimonio cultural de Queluz. Património que não falta, falta é um movimento em sua defesa.

Monday, August 31, 2009

Espaços ao abandono

Por: Susete Evaristo
Entre a Av da Republica e a Rua Conde de Almeida Araújo, na cidade de Queluz ou mais propriamente na Freguesia de Queluz, situava-se em tempos um lugar aprazível para a criançada que todas as tardes ali rumava para a brincadeira.
Havia baloiços e escorregas para todos os gostos e para os mais velhos, bancos de jardim debaixo de árvores frondosas.
Para os adultos era um descanso, por 2$50 o equivalente agora a 1 cêntimo e meio podiam deixar os catraios e ir às compras ou, qualquer a outro lugar tratar dos seus afazeres, sabendo que as suas crianças estavam bem entregues e que ao voltar elas lá estavam, felizes com as brincadeiras proporcionadas.
Quando ali passo, lembro-me sempre dos anos 80/82 quando como trabalhador estudante ia ao Liceu agora, Escola Padre Alberto Neto, prestar provas de exame deixando o meu filho naquele parque.
É com alguma tristeza que vejo como agora se encontra.
Será que a cidade de Queluz, ou neste caso a Freguesia de Queluz, se pode dar ao luxo de deixar que se degrade um espaço que devia isso sim ser revitalizado?
Eu sei que no Parque Felício Loureiro, existem equipamentos como os que acima referi mas, uma Freguesia com cerca 30.000 habitantes, não pode a meu ver, dar-se ao luxo de desperdiçar um espaço central, com as potencialidades que aquele poderia ter, se fosse olhado de outra forma pela edilidade.
Há dias tirei as fotos que aqui deixo. Só uma Nota a junta de Freguesia fica mesmo em frente.

Tuesday, July 28, 2009

A memória dos povos deve ser perpetuada

Por: Susete Evaristo
Numa das vertentes do cerro de Monte Abraão, que no ínicio do século passado era um cabeço quase esteril, cresceu uma urbe ligada à Vila de Queluz, hoje cidade.
Com a publicação da Lei 36/97 de 12 de Julho, foi a Vila de Queluz, dividida em três em Freguesias:
Queluz, Massamá e Monte Abraão, esta última, com as seguintes delimitações: a sul, a linha do Caminho de Ferro; a norte, a Freguesia de Belas; a nascente, o rio Jamor e a linha férrea; a poente, a CREL.
Ficou o cerro de Monte Abraão, dividido entre duas Freguesias, sendo uma a que ostenta o seu nome e outra a Freguesia de Belas, cuja fronteira passa junto ao Marco Geodésico existente no cimo do cabeço.
Assim e embora se tenha de reconhecer o facto de que não pertence à cidade de Queluz, mas à Freguesia de Belas, a Anta de Monte Abraão, existente na vertente norte, é um monumento a que, nem a DGEMN, nem a CMS tem dado o valor histórico que merece. A Anta do Monte Abraão é constituída por uma câmara com 3,6 metros de diâmetro, assente na rocha, restando seis esteios e o chapéu, há muito tempo caído, existia também um corredor com 2 x 8 metros, orientado a Este, do qual já nem se veem vestigios.
A seu lado a pedreira que nos anos 70 ainda funcionava em pleno, deu lugar a um grande buraco que hoje sem qualquer restrição, serve de lixeira a céu aberto, não dignificando nem a Freguesia, nem o espaço onde a Anta se insere.
Até quando os Organismos oficiais irão unir esforços para salvar um património que é de todos e que só pode enriquecer os conhecimentos acerca da nossa História.
Até quando a Câmara Municipal de Sintra, tomará a decisão de preparar o terreno por forma a inserir este Monumento Megalítico, assim como os outros dois existentes em Belas, no “Dia Internacional dos Monumentos e Sítios Históricos”.